Rejeição 611: GTIN (cEAN) inválido
A rejeição 611 aparece quando o código de barras vai na nota como GTIN, mas o número não fecha. Entenda o "SEM GTIN", as rejeições 882 e 890 e o que o CNOTAS faz.
Mensagem da SEFAZ
Rejeição 611: GTIN (cEAN) inválido
Acontece em: NF-e e NFC-e
A rejeição 611 significa que o código de barras de um produto foi na nota como GTIN (o número oficial do código de barras), mas o dígito verificador não fecha: o número foi digitado errado ou não é um GTIN de verdade, como um código interno da loja. Quando o produto não tem GTIN, a regra oficial manda informar o texto "SEM GTIN" no lugar do código. No CNOTAS, o campo do GTIN da nota já vai como "SEM GTIN", então essa recusa não deve aparecer nas notas emitidas por ele.
O que é o GTIN e o "SEM GTIN"
O GTIN é o número do código de barras que o fabricante registra na GS1 (o antigo EAN). Ele tem 8, 12, 13 ou 14 números e vai em cada item da NF-e e da NFC-e, no campo cEAN.
A regra oficial (Manual de Orientação 7.0 e Nota Técnica 2021.003) diz:
- se o produto tem GTIN, informe o código;
- se o produto não tem código de barras com GTIN, informe o texto "SEM GTIN".
Quando a nota leva "SEM GTIN", a SEFAZ não confere o código. Quando leva um número, ela confere, e é aí que surgem as rejeições.
Por que acontece (611, 882 e 890)
Pela Nota Técnica 2021.003, a SEFAZ faz três conferências no código informado como GTIN:
| Rejeição | Mensagem oficial | Quando acontece |
|---|---|---|
| 611 | GTIN (cEAN) inválido | O dígito verificador (o último número) não fecha a conta. |
| 882 | GTIN (cEAN) com prefixo inválido | O começo do código não está na tabela de prefixos GS1 publicada no Portal da NF-e. |
| 890 | GTIN inexistente no Cadastro Centralizado de GTIN (CCG) | O código começa com 789 ou 790 (prefixo do Brasil), o produto é de um grupo de NCM conferido e o código não está no cadastro da SEFAZ. |
As causas mais comuns:
- Código interno ou inventado no lugar do GTIN: etiqueta própria da loja, código de balança, código do fornecedor.
- Número digitado errado, com um algarismo trocado ou faltando.
- Código de outro produto copiado no cadastro.
- Código não registrado pelo fabricante na GS1 (comum em produto importado ou genérico).
Como resolver
- Descubra o item. A mensagem da SEFAZ indica o número do item (
nItem). - Confira o código de barras do produto com a embalagem ou com o fornecedor.
- Se for um GTIN de verdade, corrija o número no cadastro.
- Se não for GTIN (código interno, de balança, etiqueta própria), a nota deve levar "SEM GTIN" nesse item.
- Envie a nota de novo.
Como o CNOTAS trata o GTIN
No CNOTAS, o campo do GTIN da nota sai como "SEM GTIN" e o código de barras do cadastro vai num outro campo da nota, que a SEFAZ não confere contra o cadastro de GTIN. Assim, um código interno ou digitado errado não trava a venda. Por isso, as rejeições 611, 882 e 890 não devem aparecer nas notas emitidas pelo CNOTAS.
Mesmo assim, mantenha o código certo no cadastro, porque é ele que o PDV lê ao bipar:
- Abra Estoque › Produtos e procure o produto.
- Na seção Principal, confira o Código de barras com a etiqueta do fabricante (veja como cadastrar um produto).
- Se o produto não tem código de barras, deixe o campo vazio. Não escreva "SEM GTIN" no cadastro.
- Clique em Salvar.
Se uma nota do CNOTAS for recusada com a 611, a 882 ou a 890, clique em Chamar o suporte e mostre os detalhes técnicos do aviso (o código e a mensagem da SEFAZ).
Mensagens que você pode ver
| Mensagem | Onde aparece | O que fazer |
|---|---|---|
| "A SEFAZ (o sistema do governo que aprova as notas) não aceitou esta nota." com o Código 611, 882 ou 890 nos detalhes técnicos | Aviso da nota recusada | Chame o suporte e mostre os detalhes técnicos. |
| "GTIN (cEAN) inválido [nItem: …]" | Outro emissor ou nota antiga | Corrija o código do item ou informe "SEM GTIN" se o produto não tem GTIN. |
Como evitar
- Cadastre no Código de barras o número da etiqueta do fabricante, lido com o leitor, não digitado.
- Código criado pela loja não é GTIN: se o seu emissor manda o código no campo do GTIN, ele precisa ir como "SEM GTIN".
- Ao importar produtos de outro sistema, confira os códigos de barras que vieram.
Rejeições parecidas
- 883: GTIN (cEAN) sem informação. O campo do GTIN foi vazio. O certo é "SEM GTIN" quando não houver código.
- 891: GTIN incompatível com a NCM. O código existe no cadastro da SEFAZ, mas com outro NCM.
- Veja a lista de rejeições da NFC-e e da NF-e e o que fazer quando a nota é recusada.
Perguntas frequentes
O que é GTIN?
GTIN é o número do código de barras padrão mundial (o antigo EAN), que o fabricante registra na GS1. Pode ter 8, 12, 13 ou 14 números. Na nota, ele vai no campo cEAN de cada item.
O que significa "SEM GTIN"?
É o texto que a regra oficial manda informar no campo do GTIN quando o produto não tem um código de barras GTIN. Ele substitui o código, e a SEFAZ não confere nada nesse caso.
Código de barras interno da loja ou de balança pode ir como GTIN?
Não. Código criado pela loja, etiqueta de balança ou código próprio do fornecedor não é GTIN. Se for declarado como GTIN, a SEFAZ pode recusar com a 611, a 882 ou a 890. Nesses casos, o campo do GTIN deve levar "SEM GTIN".
Preciso escrever "SEM GTIN" no cadastro do produto no CNOTAS?
Não. Se o produto não tem código de barras, deixe o campo Código de barras vazio. O CNOTAS cuida do campo do GTIN na nota.
Qual a diferença entre a 611, a 882 e a 890?
Na 611, o dígito verificador do código não fecha. Na 882, o começo do código (o prefixo GS1) não é válido. Na 890, o código tem prefixo do Brasil (789 ou 790), mas não está no Cadastro Centralizado de GTIN da SEFAZ.
Fontes
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