# Crediário próprio na loja: como vender a prazo sem perder dinheiro

> O crediário da loja vende mais, mas a parcela que não volta come o lucro. Veja como dar limite, pedir entrada, cobrar sem constranger e quando suspender.

**Neste post:**

- Por que o crediário próprio vende e quanto custa a parcela que não volta
- O limite por cliente sobre tudo o que ele deve, e como definir o valor
- Quando pedir entrada e como montar parcelas que cabem no bolso
- Uma rotina de cobrança no dia, sem constranger a cliente
- A regra de quando suspender o crediário, escrita antes do problema

Fonte: https://cnotas.com.br/blog/crediario-proprio-na-loja · Categoria: Vendas e clientes, Financeiro e lucro · Publicado em 2026-11-04 · Atualizado em 2026-11-04 · Equipe CNOTAS

O crediário próprio vende mais e traz o cliente de volta todo mês para pagar a parcela. Mas só dá lucro com três cuidados: um **limite por cliente** sobre tudo o que ele deve, uma **entrada** nas compras de risco e uma **cobrança no dia**, com regra clara de quando suspender. Sem isso, a parcela que não volta leva o custo da peça e o lucro de várias outras vendas.

## Por que o crediário próprio ainda vende

Na loja de roupas e calçados, muita gente compra no carnê porque não tem cartão, porque o limite do cartão já está tomado ou porque prefere pagar na loja. Para a loja, o crediário tem vantagens reais:

- **Vende para quem não venderia.** A cliente que só leva se for a prazo.
- **A parcela paga em dinheiro ou Pix entra inteira.** Sem a taxa da maquininha.
- **Traz a cliente de volta.** Quem vem pagar a parcela vê a vitrine nova e, muitas vezes, compra de novo.

O outro lado: no crediário, quem empresta o dinheiro é a loja. E quem empresta precisa saber para quem.

## Quanto custa uma parcela que não volta

Pense numa venda de R$ 300 em três vezes. A loja pagou R$ 150 pelas peças. Se a cliente para de pagar logo depois da primeira parcela, a loja recebeu R$ 100 e entregou R$ 150 de mercadoria. Perdeu R$ 50 de dinheiro e todo o lucro da venda.

Se ela não paga nada, a perda é de R$ 150 de custo. Numa loja que fica, no fim do mês, com 14% do que vende (veja a conta em [como saber se a loja está dando lucro](https://cnotas.com.br/blog/como-saber-se-a-loja-da-lucro)), cada venda de R$ 300 deixa R$ 42 de lucro. Para repor os R$ 150 perdidos, a loja precisa de **quase quatro vendas iguais**, pagas em dia.

Por isso o crediário não se mede pelo quanto vende, e sim pelo quanto volta.

## O limite por cliente

O limite é a regra mais importante. E ele precisa valer para o **total que o cliente deve**, não para cada compra.

Veja a diferença. A cliente tem limite de R$ 500. Compra R$ 400 em três vezes. Um mês depois, ainda deve R$ 267. Se o limite fosse por compra, ela poderia levar mais R$ 500 hoje e passar a dever R$ 767. Com o limite sobre o total, cabem só R$ 233.

Como definir o valor:

1. **Comece baixo.** Para cliente novo, um limite perto do valor de uma compra comum da loja.
2. **Suba com o histórico.** Pagou as três primeiras parcelas em dia? Aumente.
3. **Anote o porquê.** "Paga sempre em dia, cliente desde 2022." Quando o gerente perguntar, a resposta está escrita.
4. **Deixe a decisão com uma pessoa só**, o dono ou o gerente. O vendedor cadastra a cliente; quem decide o limite é outra pessoa. Assim, ninguém libera crédito para fechar a venda do dia.

## A entrada

A entrada protege a loja de duas formas: reduz o valor que fica em risco e mostra que a cliente tem compromisso com a compra.

Na venda de R$ 300, uma entrada de R$ 100 e mais duas parcelas de R$ 100 faz a loja receber, no dia, dois terços do custo das peças. Se a cliente sumir, a perda é de R$ 50, e não de R$ 150.

Boas situações para pedir entrada:

- **Cliente novo**, sem histórico na loja.
- **Compra maior que o normal** para aquela cliente.
- **Cliente que já atrasou** e voltou a comprar.

## Parcelas que cabem no bolso

Parcelar demais é pedir para atrasar. Uma calça de R$ 180 em seis vezes de R$ 30 parece leve, mas a cliente ainda estará pagando a calça quando ela já tiver desbotado. Prefira prazos curtos (duas, três ou quatro vezes) e vencimentos perto do dia em que a cliente recebe o salário. Se ela recebe no dia 5, uma parcela no dia 10 tem muito mais chance de ser paga do que uma no dia 28.

## A cobrança

Cobrar é parte do crediário, não um constrangimento. A cliente que paga em dia é justamente a que a loja quer manter, e a que atrasa costuma pagar primeiro quem cobra primeiro.

Uma rotina simples:

- **Todo dia, olhe quem venceu ontem.** Atraso de dois dias se resolve com uma mensagem. Atraso de dois meses vira briga.
- **Mande uma mensagem educada e direta**: o valor, a data e como pagar.
- **Registre o pagamento na hora**, até o parcial. Se a cliente pagou R$ 50 de uma parcela de R$ 100, o saldo de R$ 50 continua aberto e visível.
- **Juros e multa, se a loja cobra, avise antes**, na hora da venda. Surpresa na hora de pagar afasta a cliente boa.

## Quando suspender

Defina a regra antes do problema e siga sempre. Por exemplo: **duas parcelas atrasadas ou 30 dias de atraso, o crediário fica suspenso** até a cliente acertar. Com a regra escrita, ninguém precisa decidir na frente da cliente, e ninguém abre exceção para a amiga.

Suspender não é cortar a cliente. Ela continua comprando à vista, no Pix ou no cartão, e volta ao crediário quando colocar as contas em dia. E se ela também leva peças em condicional, vale olhar as duas coisas juntas: veja [como controlar a condicional sem perder peças](https://cnotas.com.br/blog/condicional-na-loja-de-roupas).

## Como o CNOTAS cuida do crediário

No CNOTAS, o [crediário é liberado no cadastro do cliente](https://cnotas.com.br/ajuda/liberar-crediario-e-condicional), com um **limite de crédito**. Esse limite vale para o total em aberto: na venda, o sistema soma o que o cliente já deve com a compra nova e, se passar do limite, o crediário não fecha. Cada mudança de limite fica no **Histórico do crédito**, com quem mudou, quando e o motivo escrito. E mexer no crédito do cliente pede uma permissão própria no nível de acesso: sem ela, o sistema pede a senha de quem pode liberar.

Na [venda no crediário](https://cnotas.com.br/ajuda/vender-no-crediario), dá para lançar a entrada em dinheiro, Pix ou cartão e deixar no crediário só o que falta. O prazo de pagamento define quantas parcelas e com quantos dias. Cada parcela vira uma conta a receber no nome do cliente. Se a cliente devolver uma peça daquela venda, o valor pode abater o crediário em aberto dela.

Para cobrar, as [contas a receber](https://cnotas.com.br/ajuda/contas-a-receber) mostram os atrasados em vermelho, com os dias de atraso, e aceitam o recebimento de só uma parte. Na tela [Início](https://cnotas.com.br/ajuda/tela-inicio), o quadro **Clientes em atraso** lista quem tem parcela vencida, com o botão **Cobrar**, que abre o WhatsApp com o telefone do cadastro. Os [juros e a multa de atraso](https://cnotas.com.br/ajuda/juros-e-multa) só são cobrados se a loja ligar, e vale a regra do dia da venda.

Para suspender, é só bloquear o crediário no cadastro do cliente. As parcelas que ele já deve continuam em contas a receber. A condicional tem uma trava parecida: quem está com a devolução atrasada não leva mais peças sem a liberação de alguém autorizado (veja [condicional vencida e limite](https://cnotas.com.br/ajuda/condicional-vencida-e-limite)).

O crediário é parte do dia a dia de muitas lojas de moda. Veja como o [sistema para loja de roupas do CNOTAS](https://cnotas.com.br/sistema-para-loja-de-roupas) junta crediário, condicional e grade de tamanhos no mesmo lugar.

## Perguntas frequentes

### Vale a pena ter crediário próprio na loja?

Vale quando a loja controla o limite de cada cliente, cobra no dia e suspende quem atrasa. O crediário fideliza e vende para quem não tem cartão, mas cada parcela que não volta leva o custo da peça e o lucro de outras vendas.

### Como definir o limite de crédito do cliente?

Comece baixo, perto do valor de uma compra comum na loja, e aumente aos poucos conforme o cliente paga em dia. O limite deve valer para o total que ele deve, e não para cada compra.

### Quanto pedir de entrada no crediário?

Uma entrada que cubra pelo menos parte do custo da peça reduz a perda se o cliente não pagar o resto. Em compras maiores ou de cliente novo, a entrada é a melhor proteção da loja.

### Quando suspender o crediário do cliente?

Defina uma regra e siga sempre, por exemplo suspender depois de duas parcelas atrasadas ou de 30 dias de atraso. O cliente volta a comprar a prazo depois de acertar o que deve.

## Na central de ajuda

- [Como vender no crediário (fiado)](https://cnotas.com.br/ajuda/vender-no-crediario): Venda a prazo no PDV do CNOTAS para o cliente com crediário liberado. Escolha o prazo, confira as parcelas e veja as contas a receber, os juros e a multa.
- [Como liberar crediário e condicional para um cliente](https://cnotas.com.br/ajuda/liberar-crediario-e-condicional): Libere o crediário com limite de crédito e a condicional com limite em valor e prazo próprio no cadastro do cliente. Veja o histórico e como suspender.
- [Como ver e receber as contas dos clientes](https://cnotas.com.br/ajuda/contas-a-receber): Veja em Financeiro › Contas a receber o que cada cliente deve, os atrasados e os juros de hoje, e registre o recebimento inteiro ou só uma parte.
- [O que fazer quando a condicional venceu ou passou do limite](https://cnotas.com.br/ajuda/condicional-vencida-e-limite): A condicional vencida trava novos envios para o cliente até devolver, prorrogar ou alguém liberar por senha. Veja o limite em valor e como suspender o cliente.
- [Como cobrar juros e multa de atraso](https://cnotas.com.br/ajuda/juros-e-multa): Ligue os juros (% ao mês) e a multa de atraso das contas a receber em Configurações › Empresa, entenda a carência e o cálculo e dispense na hora de receber.
- [O que aparece na tela Início](https://cnotas.com.br/ajuda/tela-inicio): Entenda a tela Início do CNOTAS - vendido hoje e no mês, a receber, a pagar, últimas vendas, notas com problema, clientes em atraso e estoque baixo.

---

O CNOTAS é um sistema de gestão (ERP) online com emissor de nota fiscal (NF-e e NFC-e), frente de caixa (PDV), controle de estoque com grade, condicional, compras e financeiro, desenvolvido pela EMS Tecnologia (no mercado desde 2008, criadora da Mheads). Teste grátis de 7 dias, sem cartão.
